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quinta-feira, 27 de março de 2014

Milton Banana



Antônio de Souza, O Milton Banana 
Rio de Janeiro, 23 de abril de 1935 — Rio de Janeiro, 22 de maio de 1999
Foi um percussionista brasileiro, um dos principais bateristas da bossa nova.
Começou tocando na noite do Rio de Janeiro na década de 1950. Acompanhou vários músicos e em 1959 participou da histórica primeira gravação de Chega de Saudade (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes), feita por João Gilberto. Tocou outras vezes com Tom e João Gilberto, participando do show do Carnegie Hall em Nova Iorque em 1962. Também participou do disco de João Gilberto e Stan Getz, em 1963.
Formou o Milton Banana Trio, que gravou mais de 20 discos, e era original por ser comandado por um baterista.
 

Silvio Tancredi




Silvio Tancredi
Circa 1920 São Paulo
Começou a carreira artística tocando em clubes e boates de São Paulo. Na década de 1950, juntamente com os maestros Gaó, Guerra Peixe, Osmar Milani e Spártaco Rossi participou na Rádio Nacional de São Paulo do programa "Quando os maestros se encontram". Contratado pela gravadora Chantecler lançou em 1958, o LP "Dance comigo - Silvio Tancredi e Seu Conjunto de Ritmos" interpretando as músicas "Come prima", de Taccani, Di Paola e Panzeri; "April love", de S. Fain, Paul Francis e Webster; "Nel blu dipinto di blu", de Domenico Modugno e F. Figliacci; "Estrada do sol", de Tom Jobim e Dolores Duran; "Barão na dança", de Antônio Rago e Mário Vieira; "Boato", de Portinho e Wilson Falcão; "Além", de Sidney Morais e Édson Borges; "Festinha da Dorinha", de Sidney Morais; "Melodia d'amore", de H. Gietz e K. Feltz; "Interesseira", de Bidú Reis e Murillo Latini; "Calypso italiano", de W. Merrel e L. Monte, e "Ay cosita linda", de P. Galán. Foi regente da orquestra Chantecler. Em 1964, regeu a orquestra Chantecler no LP "Dominique" lançado pela cantora Giane e que incluiu sua composição "Saudade, tristeza e ninguém", com Mário Albanese. A partir de 1989, passou a dirigir o Coral e orquestra Carlos Gomes, da Federação Espírita de São Paulo. Em 2010, permaneceu atuado na regência do coral e orquestra Carlos Gomes.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nilton Baraldo


Nilton Baraldo
Excelente Guitarrista Gaúcho falecido em 1980, Pouca coisa se encontra na rede sobre ele, Sei que trabalhou com Amgela Maria e foi membro do conjunto Flamingo de João Peixoto Primo.

Geraldo Medeiros



Geraldo Medeiros
Um dos grandes instrumentistas e um dos maiores compositor de frevos do nosso pais, foi membro da Orquestra Tabajara, Não encontrei mais nenhuma informação na internet.... Vamos esperar

Manuel Gusmão



Manuel Gusmão
Sem Data de nascimento
15/04/2006
Comparado pelo All Music Guide a Ron Carter e Richard Davis, influenciado por Percy Heath e Ray Brown, Gusmão mostrou toda a sua classe nos dois discos do Copa 5, relançados em CD pelo selo Dubas. Sua execução limpa, precisa e segura, altamente jazzística, diferenciava-se da técnica rudimentar de outros baixistas da bossa. Além do mais, ele sabia orientar o posicionamento do microfone. Por isso, nenhum outro disco daquela época trazia um som de contrabaixo superior ao encontrado em “O som” e “O novo som”. Liderando seu próprio trio, ao lado de Edison Machado e do pianista Moacir Peixoto, Gusmão rumou para os EUA e depois para o México, onde viveu durante quatro anos. “Fiquei amigo do principal empresário mexicano, Rogelio Villa Real, sócio da cadeia de hotéis Camiño Real e de um local marvailhoso chamado El Señorial, que abrigava nada menos que cinco casas de shows. Depois da Copa de 70, aí a coisa explodiu de vez, só dava Brasil”, contou-me em 2001, em depoimento utilizado no texto para o CD “Carlos Lyra...Saravá!”
Excursionou pela Europa e, após temporada na Alemanha, voltou ao Brasil em 1975, quando conheceu Aparecida. Passou a tocar com João Donato e Edison Machado no Breguete, o mais punk clube de jazz do Brasil, em cima de um posto de gasolina na entrada de Petrópolis, onde o impacto de ouvir aqueles músicos marcou a minha infância. Reencontrei Gusmão em 1981, tocando no restaurante Parky’s (de Marly Sampaio e Lucia Sweet), em São Conrado. Depois veio a fase de ouvi-lo todas as noites em suas temporadas nas boates Calígula (por volta de 85), People, Club 1 (em trio intimista, sem bateria, ao lado de José Roberto Bertrami e Maria Fattoruso em 93), Noturno (com Edson Frederico) e finalmente no Guimas, já no novo milênio. Também excelente cantor, vidrado em Sinatra e Nat King Cole, sabia de cor todos os standards.  

Renato Mendes



Renato Pimentel Mendes
São Paulo no dia 04/10/1939
17/03/2013
Renato Mendes, PhD em órgão erudito, mantém um desconhecido tesouro guardado em seu apartamento na bela Rua Avanhandava em São Paulo: foi o único brasileiro a conquistar o Prêmio de Música Eletrônica Internacional no renomado Festival de Nidden com seu disco "Electronicus", em 1974. Nascido em São Paulo no dia 04/10/1939,
Renato começou a tomar gosto pela música popular quando, na década de 60, substituiu Djalma Ferreira na boite Drink, Djalma mudou-se para os EUA. Ele e o também tecladista Juarez Santana, se revezavam na noite paulistana.
Foi um dos pioneiros da música eletrônica no Brasil. Em 1974, lançou "Electronicus", um dos primeiros discos do estilo no país, que lhe rendeu prêmio internacional. Ele começou cedo a tocar. Estudou música erudita na Europa e fez aulas com um organista do Vaticano. Segundo a família, tinha certificado para tocar em igrejas, o que fez nas de São Bento e da Consolação. Ainda jovem, na casa dos 20, perdeu a visão dos dois olhos devido a um descolamento de retina. Mas tentou ser independente. Dos EUA, trouxe um golden retriever, que lhe serviu de cão-guia. Fez trilhas sonoras para filmes no exterior e, nos anos 60, caiu de cabeça na bossa nova, como lembra Maria Lúcia Levy Candeias, amiga e professora aposentada de teatro. Integrou o Trio Boliche com Théo de Barros (autor de "Disparada", com Vandré). Théo, que chama o amigo de "exímio pianista", conta ter uma música inédita feita com Renato. É descrito como "gênio de personalidade forte". "Tinha uma coisa de querer ser uma orquestra", lembra a sobrinha Renata,
 

Aécio Flávio



Aécio Flávio do Rêgo
È um pianista, arranjador, compositor de música popular brasileira
Precisamos mais informações

Tião Neto



Sebastião Costa Carvalho Neto, O Tião Neto
Rio de Janeiro em 05 de novembro de l931
Niterói, em 13 de junho de 2001.
Tião Neto surgiu no Beco das Garrafas, o berço da bossa nova em Copacabana, na zona sul do Rio. Em 1961, formou o Bossa 3, trio instrumental que contava com Luis Carlos Vinhas (piano) e Edison Machado (bateria).
Com o grupo, excursionou pelos Estados Unidos. Tocou com Sergio Mendes nos conjuntos Brasil'66 e Brasil'77. No auge da bossa nova, mudou-se para a Califórnia.
Participou da célebre gravação do álbum "Stan Getz e João Gilberto", em 1963, tocando com Tom Jobim, Milton Banana, Getz e João Gilberto.
Em 1984, integrou a Nova Banda, criada por Tom Jobim, apresentando-se ao lado de Paulo Jobim (violão), Danilo Caymmi (flauta e voz), Jaques Morelenbaum (violoncelo) e Paulo Braga (bateria).  

Egberto Gismonti



Egberto Gismonti Amin
Carmo, 5 de Dezembro de 1947
È um compositor, multinstrumentista, cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental, destacando-se pela sua capacidade de experimentação.
De família musical, começou a estudar piano aos seis anos.2 Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção "O Sonho", que atraiu a atenção do público e elogios da crítica.2 Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger. Estudou também com o compositor italiano Luigi Dallapiccola.
Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da Bossa Nova. O álbum acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental. Ainda no ano de 1969, pouco antes do lançamento de seu primeiro disco, Egberto Gismonti teve sua carreira impulsionada por Maysa. Com quem trabalhou em parte dos arranjos de seu LP Maysa, lançado em 1969. Egberto conta com duas canções de sua autoria gravadas pela cantora.
A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.
A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Jane Duboc, Naná Vasconcelos,3 Marlui Miranda, Wanderléa, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Flora Purim.
Nos anos 80, Gismonti recomprou os direitos sobre todas as composições de sua autoria e tornou-se um dos poucos compositores do país donos de seu próprio acervo. Sua discografia foi, então, relançada pelo seu próprio selo, Carmo. Muitos músicos têm gravado suas composições recentemente.

terça-feira, 25 de março de 2014

Buda



Dorival Auriani, O Buda
15/1/1929 São Paulo, SP
Trompetista.
Começou a carreira artística na década de 1950, atuando na Orquestra de Walter Guilherme e em shows de boates. A primeira gravação foi um jingle, no estúdio Sactena. Foi solista de diversas orquestras: Orquestra Sílvio Mazzuca, Orquestra Simonetti, em 1957 e Orquestra Dick Farney, em 1962.
Participou como solista em vários grupos: Os Sincopados, em 1964,  Sambossa, em 1966  e Som Módulo 7, em 1969. Em 1966, participou do LP instrumental "Octeto de Cesar Camargo Mariano" tocando trompete nas músicas "Pra machucar meu coração", de Ary Barroso, "Desafinado", de Tom Jobim e Newton Mendonça, "Champagne and Quail", de Henri Mancine, e "Menina flor", de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo. Em 1967, tocou trmpete nas músicas "Barra limpa", de Cesar Camargo Mariano, "Peguei um "ita" no norte", de Dorival Caymmi,  "Un homme et une femme", de Francis Lay e Pierre Barouh, "Não vem que não tem", de Carlos Imperial, e "Está chegando a hora", de Henricão e Rubens Campos, no LP "Show em Simonal" lançado na Odeon pelo cantor
Wilson Simonal então em pleno sucesso,   
Em 1971, como integrante da orquestra de Portinho participou da gravação do LP "Fogo nos metais - Portinho e sua orquestra escaldante" da Copacabana Discos. Passou a integrar a Banda de Nélson Aires, em 1974. Em 1978, tocou trompete no LP "Caia na gandaia" lançado pelo grupo vocal feminino As Frenéticas. No mesmo ano, tocou na faixa "Como tantos", de Eduardo Gudin e Roberto Riberti, no LP "Coração marginal" lançado por Eduardo Gudin pela gravadora Continental. Em 1980, tocou trompete na faixa "Chuva morna", de Heraldo do Monte, no LP instrumental lançado por Heraldo do Monte pelo selo Eldorado.
Durante os anos 1980, fez várias excursões pelo Brasil, acompanhando artistas consagrados: Ray Connif, Tony Bennet, Burt Bacharach e Johnny Mathis. Em 1983, participou do LP "Milton Nascimento ao vivo" da gravadora Ariola gravado ao vivo em show realizado no Palácio das Convenções do Anhembi São Paulo, tocando trompete nas faixas "Coração de estudante", de Milton Nascimento e Wagner Tiso, "A noite do meu bem", de Dolores Duran, "Paisagem da janela", de Fernando Brant e Lô Borges, "Caxangá (Os Escravos De Jó)", de Fernando Brant e Milton Nascimento, "Menestrel das Alagoas", de Fernando Brant e Milton Nascimento, "Canção do novo mundo", de Beto Guedes e Ronaldo Bastos,e "Solar" e "Maria Maria", de Fernando Brant e Milton Nascimento. No mesmo ano, tocou no disco "Quase lindo" do grupo Premeditando O Breque nas faixas "Mascando clichê" e "São Paulo São Paulo", da gravadora Continental Em 1984, participou do LP "Ensaio do dia" que o cantor Eduardo Gudin lançou pela gravadora Continental tocando trompete nas faixas "Coração aberto" e "Ensaio do dia", de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto, e "Desclassificada", de Aldir Blanc, Elton Medeiros e Eduardo Gudin. Em 1985, participou do LP "Entre amigos" da gravadora Pointer que contou com participações especiais de diversos artistas tocando trmpete nas faixas "Casa no campo", de Tavito e Zé Rodrix, "Pai e mãe", de Gilberto Gil, "Recado", de Luiz Gonzaga Junior, "O surdo" de Totonho e  Paulinho Resende, e "Universo no teu corpo", de Taiguara. Nos anos 1990, retornou à Orquestra Sílvio Mazzuca. Em 2010, manteve-se em ação como conselheiro da Ordem dos Músicos do Brasil.

Alemão




Olmir Stocker , O Alemão
Taquari, Rio Grande do Sul, 17 de junho de 1936
È um guitarrista e violonista brasileiro.
Em Porto Alegre, trabalhou na rádio gaúcha e acompanhou na guitarra diversos artistas na tevê, com especial destaque para Elis Regina. Fez parte do quinteto de Breno Sauer com quem gravou seis álbuns e excursionou pelo Brasil. Em São Paulo, começou a trabalhar com Roberto Carlos e Wanderléia. Em seguida, se juntou ao saxofonista Casé e Hermeto Pascoal na banda “Brasilian Octopus”. Participou de importantes festivais e turnês, no Japão, Canadá, Estados Unidos da América, Espanha, França, Itália e Suíça.
Membro efetivo da Associação Internacional de Guitarras; leciona na EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo) - Tom Jobim – antiga ULM (Universidade Livre de Música). Acompanhou vários artistas (mais de noventa), entre eles, Gregório Barrios, Ângela Maria, Nelson Ned, Simone, Lanny Gordin, Jonas Sant´Anna, e outros. Participou de diversos grupos musicais, como o renomado Medusa.
Compositor de mais de 1500 canções, tem como uma de suas canções O Caderninho, de 1960, primeiramente interpretado por Erasmo Carlos, porém atingindo mais de trinta e seis interpretações diferentes por outros renomados cantores.
Já em carreira solo, gravou em 1981 o seu primeiro disco, “Longe dos Olhos perto do coração”, vendendo aproximadamente trinta mil cópias. Em 1987 gravou com uma formação em quarteto “ Alemão Bem Brasileiro” e, em 1990, “Só sabor”.
É autor do projeto que leva informações às escolas primárias, para melhoria da cultura musical brasileira; entre outros.
Participou de importantes eventos como o Free Jazz Festival em São Paulo, onde também tocou Horace Silver e Max Roach; Montreal´s Festival (1988 e 1989);e The Week of People´s Sound at the Town hall em Nova Iorque (1989), sendo um dos músicos mais aplaudidos pela platéia norte-americana.
Em 1992, os músicos Alemão e Zezo Ribeiro formaram um duo, gravando “Música Viva” e “Brasil Geral”, trabalho que o levou a participar de eventos como Internacional Meething of Guitars em Buenos Aires, de 1993; Brasil Embassies Concerts, de 1993, no Uruguai, Argentina, Chile e Espanha, e do Internacional Festival of Guitars no Chile (1993 e 1994). Em 1995 gravaram “De A a Z”, impulsionando ainda mais sua carreira. Em turnê pela Europa, participou do Jazz Club´s na Espanha, França, Alemanha, Dinamarca e Suécia (1994). Executou concertos no Teatro Municipal de Córdoba na Espanha e no Teatro do Conservatório Nacional de Perpignan na França.
Apresentou-se também no III Festival Internacional de Guitarras em Buenos Aires (1995) na Argentina, convidado pelo organizador do evento Juan Falu (sobrinho de Eduardo Falu), membro da Associação Internacional de Guitarras; e em Guitarras Del Mundo em Quito no Equador (1996). Com o “DUO”, o músico Alemão já se apresentou em mais de 23 países, passando pelos cinco continentes em mais de 160 concertos, tendo se apresentado inclusive no Festival de Jazz de Montreal, tocando suas próprias composições nos ritmos brasileiros (samba, xaxado, baião, choro, valsa e vários outros) com jazz.
No Brasil, suas apresentações são constantes em conceituados espaços culturais como o Memorial da América Latina; SESCs e Expo Musics.

Patápio Silva



Patápio Silva 
Itaocara, 22 de outubro de 1880 — Florianópolis, 24 de abril de 1907
Foi músico, compositor e flautista virtuose brasileiro de Choro e Erudito. É considerado um dos maiores flautistas da História.
Nasceu na pequena cidade de Itaocara, interior do Estado do Rio de Janeiro, no ano de 1880. Seu pai era barbeiro, e ensinou Patápio a tocar flauta. Ele então passou a impressionar diversas pessoas que passavam pela barbearia do pai, tocando uma rudimentar flauta de folha de flandres (uma flautinha de brinquedo). Passou parte de sua infância na cidade mineira de Cataguases, onde em 1896, entra na Banda Cataguases Aurora com apenas 16 anos. Depois, conheceu o maestro cubano Francisco Lucas Duchesne, que exerceu importante influência na carreira de Patápio.
Em 1899, indo morar na cidade de Palma, durante as comemorações na Semana Santa ele interpretou composições sacras do Pe. José Maurício Nunes Garcia.
Em 1900, foi para a cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhou como tipógrafo, aprendeu francês (idioma universal naquela época), indo depois trabalhar na Casa de Moeda, como impressor. Depois, concorreu a uma vaga no importantíssimo Instituto Nacional de Música, sendo ouvido pelo professor Paulo Augusto Duque Estrada Meyer. Este encantou-se com o enorme talento do humilde Patápio, conseguindo-lhe então uma flauta de boa qualidade e passando a ministrar-lhe aulas.
Matriculou-se no Instituto Nacional de Música em 15 de Março de 1901. Em 1902, executa as antológicas gravações na Casa Edison, além de um recital no próprio Instituto. Formou-se precocemente, em 1903, com distinção e louvor, apesar do fato de ser de origem humilde e de ser mulato.
Inicia então diversas apresentações de enorme sucesso, em diversas cidades. Em uma delas, no Clube dos Diários de Petrópolis, chegou a ser cumprimentado pessoalmente pelo Barão do Rio Branco, que ficou encantado com o desempenho genial de Patápio. Depois apresentou-se com enorme sucesso na cidade de São Paulo, inicialmente sendo olhado com desdém por diversos indivíduos das platéias paulistanas, pelo fato ser mulato, mas depois deixando-os boquiabertos e sendo muito aplaudido. Decide, em 1906, fixar residência na capital paulista. Continua apresentando-se em diversas cidades.
No mesmo ano de 1906, viaja à cidade do Rio de Janeiro, Capital Federal, à convite do presidente Afonso Pena, para uma apresentação no magnífico Palácio de Catete.
Em 14 de março de 1907, excursiona pela região Sul do País, com a intenção de levantar fundos para viajar à Europa. Sendo um músico tão ovacionado na Capital Federal, foi recebido em Curitiba com toda a pompa. Quando ensaiava para sua apresentação em Florianópolis, Patápio caiu doente, com febre alta, no dia 18 de abril de 1907. No dia 24 de abril, o grande flautista vem a falecer. Foi velado e sepultado com pompa. O féretro foi acompanhado por grande massa de populares. Recebeu grandes homenagens no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em 1915, seu corpo é exumado e transportado para a cidade do Rio de Janeiro, sendo sepultado no cemitério São Francisco Xavier.
Em 2011, o Instituto Cravo Albin lança o documentário "Patápio" do cineasta Alexandre Palma com depoimentos de Altamiro Carrilho e Magro do MPB-4.

Luizão Maia



Luiz de Oliveira da Costa Maia, O Luizão
Rio de Janeiro, 3 de abril de 1949 - Japão, 28 de janeiro de 2005
Foi um contrabaixista e compositor brasileiro. É pai do baixista Zé Luís Maia e tio do também baixista Arthur Maia.
Sua carreira iniciou-se em 1964, como contrabaixista do Rio Samba Trio. Nessa época, acompanhava artistas como Tânia Maria e Nelson Cavaquinho e atuava como músico de estúdio, apesar de sua pouca idade.
Assumiu o baixo elétrico como principal instrumento em 1966, quando integrou o grupo Fórmula 7. Em 1968, fez parte do conjunto A Brazuca, com o qual se apresentou em shows e festivais de música.
Bastante requisitado como músico de estúdio, foi convidado para acompanhar Elis Regina, com a qual tocou durante 13 anos. Nesse período, participou também de inúmeras gravações de artistas brasileiros, bem como de músicos internacionais do jazz fusion, como Lee Ritenour, George Benson e Toots Thielemans.
Destacou-se, no Brasil e no exterior, como ícone do samba no baixo elétrico, caracterizando-se pela criação de linhas de baixo próximas da percussão, com enorme riqueza rítmica.
A partir de 1974, iniciou uma turnê pelo mundo acompanhando Elis Regina e vários outros artistas brasileiros. Apresentou-se, com a cantora, no Teatro Olympia de Paris (França), em programas de TV na Alemanha (ao lado do compositor francês Michel Legrand) e no Montreux Jazz Festival (Suíça), seguindo para o Japão, onde tocou com Herbie Hancock, Wayne Shorter e Sadao Watanabe.
Integrou o grupo instrumental A Tampa, juntamente como Victor Biglione (guitarra), André Tandetta (bateria), Zé Luis de Oliveira (saxofone) e João Rebouças (teclados), apresentando-se em casas noturnas entre 1982 e 1983. Após a morte de Elis Regina, Luizão acompanhou o violonista e cantor Toquinho em turnê pela Itália.
 

Caçulinha



Rubens Antônio da Silva, O Caçulinha
Piracicaba, São Paulo, 15 de março de 1930) é um músico multi-instrumentista e compositor brasileiro. Trabalhou com grandes nomes da música brasileira como Teixeirinha, João Gilberto e Luís Gonzaga. Seu pai, Mariano, e tio Caçula, eram violeiros de bastante qualidade e conhecidos no interior de São Paulo.Participou do Sai de Baixo com música incidental. Abria o espetáculo de 1996 a 2002.Ficou nacionalmente conhecido por suas participações dominicais no programa Domingão do Faustão, na Rede Globo.
 

Chuca-Chuca




Chepsel Lerner, O Chuca-Chuca
 26/8/1915 São Paulo, SP
 2001 Rio de Janeiro
Instrumentista (Vibrafonista e pianista). Compositor.Começou a interessar-se firmemente pela música aos 10 anos de idade, quando era carregador do violino do irmão que tocava num cinema na cidade de São Carlos, no acompanhamento de filmes mudos. Aprendeu a tocar sozinho.
Começou a carreira profissional depois que a família mudou-se para Niterói, no Estado do Rio. Formou uma orquestra e tocou no Clube Central e no Clube Canto do Rio. Começou a apresentar-se em programas de rádio, entre os quais os de Barbosa Júnior, na Mayrink Veiga. Na Rádio Nacional, acompanhou Lamartine Babo e nomes como Cyro Monteiro, Grande Otelo, Linda e Dircinha Batista, Emilinha Borba, Marlene, Zezé Gonzaga, Ademilde Fonseca e outros. Além de tocar piano, passou a tocar vibrafone. Integrou, então, o conjunto "Os milionários do ritmo", que fez bastante sucesso, tendo se apresentado no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, e Poços de Caldas e Pampulha, em Belo Horizonte. O mesmo grupo se exibiu no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, onde permaneceu por 10 anos. Em 1946, com a proibição do jogo e o fechamento dos cassinos, foi para o Rio de Janeiro, onde tocou em boates, clubes e festas. Por essa época, foi convidado para tocar no Cassino Estoril, em Portugal, onde permaneceu por alguns meses. De retorno ao Brasil, passou a se apresentar no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro, cujas casas noturnas estavam em grande evidência, sendo freqüentadas, assiduamente, por nomes como Lúcio Rangel, Antonio Maria, Ary Barroso, Sérgio Pôrto, Rubem Braga, Sílvio Caldas, José Condé, Haroldo Barbosa, Luiz Jatobá e Paulo Mendes Campos, entre outros. Nessa época, adquiriu sociedade na boate Bacará, também no Beco das Garrafas, junto a Gigi do Acordeon, lá permanecendo durante alguns anos. Paralelamente, tocou em festas da alta sociedade carioca e paulista e em recepções para o presidente Vargas, o governador Negrão de Lima e os presidentes Juscelino Kubitscheck e João Goulart. Tocou, também, no Hotel Nacional de Brasília e do Rio de Janeiro. Permaneceu durante 10 anos tocando no Clube Ginástico Português. Participou de gravações com os maestros Lírio Panicali e Radamés Gnattali, entre outros, além de gravações com seu conjunto. Em 1956, gravou pela Mocambo com seu conjunto os pot-pourri "2, 37 de Ary Barroso", com as músicas "Morena boca de ouro" e "No rancho fundo" e "2, 53 de Bororó", com as músicas "Da cor do pecado" e "Curare". Gravou os LPs "Dance com Chuca-Chuca" pela Mocambo e "Uma noite no Montanha Clube", na Continental.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Demétrio



Demétrio Santos Lima
Considerado pelos profissionais um dos maiores Sax Lider do Brasil, Atuou como 1 sax alto da Jazz Sinfonica de Sao Paulo por muitos anos e tambem nas maiores e melhores big bands de Sao Paulo e tambem como flautista da sinfonica, alem de ser grannde clarinetista .Prof.Demetrius ensinou a milhares de saxofonista a arte de se tocar em naipe usando ar articulacoes do jazz e formando muitos professores e saxofonistas profissionais principalmente em Sao Paulo onde atuava como saxofonista e sempre como primeiro sax alto nas formacoes devido seu grande conhecimento sobre o assunto e qualidades como musico.
Precisamos de mais informaçoões sobre o músico

 

Déo Rian



Déo Cesário Botelho, O Déo Rian 
Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 1944
É um músico, compositor e bandolinista brasileiro.
Em 1970, com o falecimento de Jacob do Bandolim, foi sucessor deste no conjunto de choro Época de Ouro, que Jacob tinha liderado.
Déo Rian é carioca, de Jacarepaguá, na sua família a música sempre esteve presente. Seu pai cantava, seu tio-avô tocava cavaquinho e os tios de sua mãe, no começo do século XX, tocavam bandolim e faziam em casa rodas de choro.
Déo Cesário Botelho, como se chama no registro, começou com o cavaquinho aos cinco anos de idade, instrumento que, logo depois, trocaria pelo bandolim. Tinha 15 anos quando passou a estudar teoria musical com Moacir Arouca.
Desde muito cedo começou a freqüentar reuniões de serestas e choro, inclusive as que se realizavam no Retiro da Velha Guarda, também em Jacarepaguá, onde Pixinguinha e Luperce Miranda compareciam e para onde Déo, mais tarde, levou Jacob do Bandolim.
Em 1961, Déo conheceu Jacob do Bandolim, seu vizinho em Jacarepaguá, e dele se tornou amigo. Freqüentava assiduamente sua casa e se tornou merecedor de sua confiança. Exigente ao extremo, com todos e consigo mesmo, Jacob só permitia que uma pessoa assistisse aos seus ensaios: o jovem Déo Rian.
Em 1962, com 18 anos, tocou pela primeira vez como profissional, na Rádio Mauá, no Regional de Darly do Pandeiro, no programa “Samba e Outras Coisas”.
Em 1969, o músico e compositor Dalton Vogeler ouviu-o tocar e não teve dúvidas de que se tratava de uma revelação no instrumento. O falecimento de Jacob pouco depois, em agosto do mesmo ano, fez com que Dalton se lembrasse de Déo para preencher a vaga deixada por Jacob na RCA Victor.
Entusiasmado, Dalton sugeriu o nome artístico “Déo Rian”, e o apresentou a Romeu Nunes, diretor-artístico da RCA Victor, que, após um teste, autorizou a gravação de um LP. O lançamento deste LP, em 1970, com composições de Ernesto Nazareth, fez com que o público logo constatasse que, de fato, o jovem Déo Rian podia ser considerado o sucessor do genial Jacob do Bandolim. Em 1971, Déo passou a ser o solista do Conjunto Época de Ouro, que Jacob havia formado na década de 60.
Em 1973, Déo participou do histórico espetáculo “Sarau”, com Paulinho da Viola, Época de Ouro e Sergio Cabral e em seqüência gravou oito LPs.
Em 1977, Déo formou seu próprio conjunto, o “Noites Cariocas”. Com ele gravou o LP “Inéditos de Jacob do Bandolim”, em 1980, através do selo Eldorado. Ainda em 1980, seu LP “Ernesto Nazareth” foi lançado no Japão, abrindo caminho para que para lá excursionasse, em 1991, com apresentações em Tóquio, Osaka, Kioto, Kobe e Nagoya, e gravasse lá o CD “Déo Rian”, com choros e modinhas, sendo acompanhado por músicos japoneses, mas que não foi lançado no Brasil.
Em 1993, gravou o CD “Raphael Rabello e Déo Rian” – BMG Ariola, apenas com músicas clássicas; em 1994 excursionou ao Chile (Santiago) e no ano seguinte esteve pela terceira vez em terras japonesas, apresentando-se em Tóquio, Tsukuba e Yasato.
Com mais de 40 anos de carreira, Déo é um dos mais respeitados solistas do Brasil. Já se apresentou nas principais cidades de todas as regiões brasileiras e participou de todos os grandes projetos musicais do nosso país: Projeto Pixinguinha; Série Instrumental da FUNARTE; Série Seis e Meia do Teatro João Caetano; Projeto Viva o Rio da Secretaria Municipal de Educação / RJ; Projeto Interior – Dia BANERJ; Série Segundas Instrumentais da RIOTUR; Série Instrumental do Espaço Cultural Sérgio Porto; Projeto Palco Sobre Rodas da Secretaria Municipal de Cultura do RJ; Projeto Brahma Extra - Série Grandes Músicos, do Centro Cultural Cândido Mendes; Série Sábados Musicais do Museu Villa-Lobos; Projeto Recordando do RIOARTE; Projetos do SESC; SESI; BNDES; CCBB; UERJ; Projeto Pró-Música da Secretaria de Cultura de Florianópolis/ SC; Festival “Chorando Alto” SESC / SP.
“Dono de uma das mais belas sonoridades de toda a história de nossa música popular”, segundo o historiador e jornalista Sérgio Cabral (in Jacob do Bandolim, Ermelinda A. Paz, Funarte, 1997, p. 64), Déo Rian continua a se apresentar – e o fará seguramente por muitos anos ainda – para gáudio de seus inúmeros admiradores e valorização da música brasileira.
Em 2002, participou da criação do Instituto Jacob do Bandolim, assumindo a presidência da entidade em 2012.
 

Ernesto Nazareth




Ernesto Júlio de Nazareth 
Rio de Janeiro, 20 de março de 1863 — 1º de Fevereiro de 1934
Foi um pianista e compositor brasileiro, considerado um dos grandes nomes do Tango Brasileiro, atualmente (desde a década de 20 do século XX) considerado um subgênero do choro .
Ernesto Nazareth nasceu na casa nº 9 da Rua do Bom Jardim (atual Rua Marquês de Sapucaí),2 na encosta do então Morro do Nheco (hoje Morro do Pinto), na região do Porto do Rio de Janeiro. Era filho do despachante aduaneiro Vasco Lourenço da Silva Nazareth e de D. Carolina Augusta da Cunha Nazareth. Sua mãe foi quem lhe apresentou ao piano e lhe ministrou as primeiras noções do instrumento, mas após a sua morte, em 1874, Nazareth passou a receber lições de Eduardo Rodolpho de Andrade Madeira, amigo da família, e, mais tarde, lições de Charles Lucien Lambert, um afamado professor de piano de Nova Orleans, radicado no Rio de Janeiro e grande amigo de Louis Moreau Gottschalk.
Aos 14 anos compôs sua primeira música, a polca-lundu "Você bem sabe", editada, no ano seguinte, pela famosa Casa Arthur Napoleão.
Em 1879, escreveu a polca "Cruz, perigo!!". Em 1880, com 17 anos de idade fez sua primeira provável apresentação pública, no Club Mozart. No ano seguinte, compôs a polca "Não caio noutra!!!", seu primeiro grande sucesso, com diversas reedições. Em 1885, apresentou-se em concertos em diferentes clubes da corte. Em 1893, a Casa Vieira Machado lançou uma nova composição sua, o tango "Brejeiro", com o qual alcançou sucesso nacional e até mesmo internacional, sendo pulicada em Paris e nos EUA em 1914.
Em 14 de julho de 1886, casou-se com Theodora Amália Leal de Meirelles, com quem teve quatro filhos: Eulina, Diniz, Maria de Lourdes e Ernestinho.
Seu primeiro concerto como pianista realizou-se em 1898. No ano seguinte foi feita a primeira edição do tango "Turuna". Em 1902, teve sua primeira obra gravada, o tango brasileiro "Está Chumbado" pela Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Em 1904 sua composição "Brejeiro" foi gravada pelo cantor Mário Pinheiro com o título de "O sertanejo enamorado", com letra de Catulo da Paixão Cearense. Em 1908, começou a trabalhar como pianista na Casa Mozart. No ano seguinte, participou de recital realizado no Instituto Nacional de Música, interpretando a gavotta "Corbeille de fleurs" e o tango característico "Batuque".
Em 1919, começou a trabalhar como pianista demonstrador da Casa Carlos Gomes à Rua Gonçalves Dias, de propriedade do também pianista e compositor Eduardo Souto, com a função de executar músicas para serem vendidas. Na época, a maneira mais comum de se tomar conhecimento das as novidades musicais era através das casas de música e seus pianistas demonstradores. Não havia rádio, os discos eram raros, e o cinema, mudo. Em 1919, a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro gravou os tangos "Sarambeque" e "Menino de ouro" e a valsa "Henriette". E em 1920, Heitor Villa-Lobos dedicou a ele a peça "Choros nº 1", para violão.
Intérprete constante de suas próprias composições, Nazareth apresentava-se como pianista em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais. De 1909 a 1913, e de 1917 a 1918, trabalhou na sala de espera do antigo Cinema Odeon (anterior ao prédio moderno da Cinelândia), onde muitas personalidades ilustres iam àquele estabelecimento apenas para ouvi-lo. Foi em homenagem à famosa sala de exibições que Nazareth batizou sua composição mais famosa, o tango "Odeon". No mesmo Cine Odeon travou conhecimento, entre outros, com o pianista Arthur Rubinstein e com o compositor Darius Milhaud, que viveu no Brasil entre 1917 e 1918 como secretário diplomático da missão francesa.
"Seu jogo fluido, desconcertante e triste ajudou-me a compreender melhor a alma brasileira", declarou Milhaud sobre Ernesto Nazareth. Trechos de canções de Nazareth foram citadas por Milhaud em seu balé Le Boeuf sur le Toit (O Boi no Telhado) e a suíte "Saudades do Brasil".
Em 1922 foi convidado pelo compositor Luciano Gallet a participar de um recital no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, onde executou seus tangos "Brejeiro", "Nenê", "Bambino" e "Turuna". Esta iniciativa encontrou resistência, tendo sido necessária a intervenção policial para garantir a realização do concerto.
Em 1926, Nazareth embarcou para uma turnê no estado de São Paulo, que foi planejada inicialmente para durar 3 meses, mas acabou se prolongando por 11 meses, com concertos na Capital, Campinas, Sorocaba e Tatuí. Tinha então 63 anos, e foi a primeira vez que saiu do estado do Rio de Janeiro. Foi homenageado pela Cultura Artística de São Paulo e tocou no Conservatório Dramático e Musical de Campinas. Apresentou-se no Teatro Municipal de São Paulo, sendo precedido por uma conferência do escritos e musicólogo Mário de Andrade, sobre sua obra, na qual afirmou: "Por todos esses caracteres e excelências, a riqueza rítmica, a falta de vocalidade, a celularidade, o pianístico muito feita de execução difícil, a obra de Ernesto Nazaré se distancia da produção geral congênere. É mais artística do que a gente imagina pelo destino que teve, e deveria estar no repertório dos nossos recitalistas. Posso lhes garantir que não estou fazendo nenhuma afirmativa sentimental não. É a convicção desassombrada de quem desde muito observa a obra dele. Se alguma vez a prolixidade encomprida certos tangos, muitas das composições deste mestre de dança brasileira são criações magistrais, em que a força conceptica, a boniteza da invenção melódica, a qualidade expressiva, estão dignificadas por uma perfeição de forma e equilíbrio surpreendentes". Em 1927, Nazareth retornou ao Rio de Janeiro.
Foi um dos primeiros artistas a tocar Rádio Sociedade (atual Rádio MEC do Rio de Janeiro). Em 1930, concluiu sua última composição, a valsa "Resignação". No mesmo ano, gravou ao piano a polca "Apanhei-te, cavaquinho" e os tango brasileiros "Escovado", "Turuna" e "Nenê" de sua autoria. Em 1932, apresentou um recital só com músicas de sua autoria em um concerto precedido por uma conferência de Gastão Penalva. Neste mesmo ano realizou uma turnê pelo sul do país.
Vivia em uma casa no bairro de Ipanema desde 1917. Nos final dos anos 1920, seu problema de audição é agravado, sendo resultante de uma queda que sofreu na infância. Em 1932 é diagnosticado como portador de sífilis e em 1933 é internado na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.
No dia 1 de fevereiro de 1934, Nazareth fugiu do manicômio. Seu corpo só foi encontrado três dias depois, em estado de decomposição, próximo a uma cachoeira. Foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju, mesma região da cidade onde nasceu.

Canhoto da Paraíba



Francisco Soares de Araújo, O Canhoto da Paraíba
Princesa Isabel, 19 de março de 1926 — Paulista, 24 de abril de 2008
Foi um violonista e músico brasileiro. Era mais conhecido como Canhoto da Paraíba (e também por Chico Soares).
Por ser canhoto, tocava com o violão invertido, mas sem inverter as cordas, pois precisava compartilhar o mesmo violão com seus irmãos, destros. Embora fosse filho de pai violonista, não teve a oportunidade de aprender com ele exatamente por ser canhoto. Canhoto aprendeu a tocar sozinho.
Canhoto compôs choros com um "agradável sabor nordestino". Conta a lenda que ao ver Canhoto tocar pela primeira vez, Radamés Gnattali ficou tão impressionado que teria gritado um palavrão e jogado seu copo de cerveja para o teto e que o dono da casa, ninguém menos que Jacob do Bandolim, nunca teria apagado a mancha do teto para lembrar o momento (tudo indica que é apenas lenda). Pela extinta gravadora Rozenblit, gravou o disco "Único amor", que, recentemente, foi relançado em CD. Canhoto tinha a sensibilidade aguçada. Na ocasião, para acompanhá-lo, escolheu Henrique Annes, violonista de formação erudita que, mais tarde, viria a se tornar um dos maiores violonistas brasileiros. Já o produtor musical do disco foi Nelson Ferreira, grande maestro e arranjador de frevos. Outros discos de Canhoto da Paraíba foram: "Com Mais de Mil" (1997), produzido por Paulinho da Viola e "Pisando em brasa" (1993), que contou com as participações de Paulinho e do violonista Rafael Rabello. Junto com Paulinho da Viola, que produziu seu disco "O Violão Brasileiro Tocado pelo Avesso"  percorreu o Brasil no Projeto Pixinguinha, divulgando o choro.
Foi agraciado com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.
Em 1998 sofreu um AVC que o deixou com o lado esquerdo do corpo paralisado, ficando assim impossibilitado de prosseguir com sua carreira e, em 2008, após enfarto morreu aos 82 anos.
 

Heraldo do Monte



Heraldo do Monte 
Recife, 1 de Maio de 1935
É um músico brasileiro. Toca guitarra, cavaquinho, viola e contrabaixo, além de compor e arranjador. Seu papel histórico na música instrumental brasileira é de grande importância.
Heraldo nasceu no Recife e começou na música tocando clarineta no colégio. A clarineta era o único instrumento disponível e com ele Heraldo lutou por uma semana sem conseguir tirar qualquer som. Até que seu professor, ligeiramente irritado, empunhou o instrumento para lhe mostrar como tocar e percebesse que havia algo errado. Um colega, pregando uma peça, havia enfiado uma flanela no tubo da clarineta.
Heraldo seguiu seus estudos no instrumento e logo sentiu a necessidade de um instrumento harmônico. Usando os métodos para clarineta aprendeu sozinho a tocar o violão, intuindo os acordes.
Aprendeu também a tocar cavaquinho e viola caipira e comprou uma guitarra para começar a ganhar a vida tocando nas casas noturnas de Recife. Pouco tempo depois partiu para São Paulo onde foi se empregou na TV Tupi acompanhando os músicos que se apresentavam na emissora. No ano de 1966 entrou para o então Trio Novo, que veio a se tornar um Quarteto Novo. Nesse quarteto tocavam outros brilhantes músicos. Heraldo tocava guitarra; Théo de Barros, contrabaixo; Hermeto Pascoal, piano e flauta; Airto Moreira, bateria e percussão. Com elementos jazzísticos numa sonoridade fortemente brasileira (principalmente nordestina) introduziram elementos inovadores à música instrumental feita à época.
O quarteto foi responsável pelos arranjos e a apresentação das músicas Ponteio (Edu Lobo) e Disparada (parceria de Geraldo Vandré e Théo de Barros) em festivais da Record. A convite de Edu Lobo, o quarteto parte para a Europa para sua primeira turnê internacional. Com a ida de Airto Moreira para os EUA o quarteto ainda se manteve por um curto período com o baterista Nenê.
Gravou três discos nos três anos seguintes ao fim do quarteto, 1970 a 1972. Ainda na mesma década gravou o álbum O Violão de Heraldo do Monte. Só voltaria a gravar quase dez anos mais tarde ao lado de Elomar, Paulo Moura e Arthur Moreira Lima o disco ConSertão. Nos anos oitenta gravou ainda os discos: Heraldo do Monte, Cordas Mágicas, Cordas Vivas e, passada mais uma década, gravou o cd Viola Nordestina. Em 2004 com direção musical e produção de seu filho. o guitarrista Luis do Monte, grava o CD Guitarra Brasileira,com temas inéditos e compostos exclusivamente para o projeto, Heraldo cria um mosaico com os estilos brasileiros separados por suas respectivas regiões. Heraldo do Monte já foi considerado por Joe Pass o melhor guitarrista do mundo. Gravou ao lado de Elis Regina, Quinteto Violado, Michel Legrand, Zimbo Trio, Hermeto Pascoal e outros, além de se apresentar em grandes festivais de música ao redor do mundo, como em Montreux, Montreal e Cuba.

Capacête



Roberto B. H. de Azevedo, O Capacete 
Outro grande musico brasileiro que não podemos deixar cair no ostracimo, nada encontrei sobre ele na internet, vamos esperar pra ver se algum leitor possa nos ajudar
 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Tenório Júnior



Francisco Tenório Júnior
Foi um pianista brasileiro que desapareceu misteriosamente em Buenos Aires, na Argentina, no dia 27 de março de 1976, enquanto acompanhava os artistas Toquinho e Vinícius de Moraes em show naquele país. Na ocasião deixou no hotel um bilhete no qual estava escrito: Vou sair pra comprar cigarro e um remédio. Volto Logo. Nunca mais voltou.
Nascido e crescido no bairro das Laranjeiras no Rio de Janeiro foi considerado uma dos músicos mais importantes da bossa nova. Costumava apresentar-se no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Seu piano pode ser ouvido em álbuns antológicos da música brasileira como "É Samba Novo", de Edson Machado e "Vagamente", de Wanda Sá
Ele tinha 21 anos quando gravou seu primeiro e único disco Embalo, em 1964.
Cursou a Faculdade Nacional de Medicina enquanto se dedicava paralelamente ao piano, tornando-se nos anos 70 um dos profissionais brasileiros mais requisitados pelos artistas.
Em 1976 após um show em Buenos Aires onde acompanhava ao piano Vinicius de Moraes e Toquinho, Tenório Jr. ou Tenórinho, como era conhecido, desapareceu sem deixar rastros. Dez anos após o seu desaparecimento, Cláudio Vallejos, torturador e ex-integrante do serviço secreto da Marinha Argentina revelou à Revista Senhor, no Rio de Janeiro, que ele tinha sido abordado na rua por uma patrulha do regime militar e preso.
Sequestrado, torturado e morto com um tiro na cabeça, Francisco Tenório tinha 33 anos e deixou, na ocasião, quatro filhos e a esposa grávida de oito meses. A princípio não se sabia se ele estava em alguma prisão Argentina ou morto. Várias versões corriam como a citada pela cantora Elis Regina em entrevista dada a Folha de São Paulo em 3 de junho de 1979. , dizendo que ele havia sido visto no ano de 1977 em uma prisão em La Plata.
Porém o grupo Tortura Nunca Mais divulgou a versão mais confiável de que a morte de Tenório ocorreu em Março de 1976 em Buenos Aires
Logo após o desaparecimento de Tenório Jr. o cineasta Rogério Lima produziu um curta metragem chamado "Balada para Tenório" onde narrava o desaparecimento e entrevistava familiares e companheiros de Tenório Jr. Em 1986 quando Cláudio Vallejos veio ao Brasil e deu a reveladora entrevista para a Revista Senhor, a produtora Videcom de São Paulo, juntamente com Rogério Lima conseguiram gravar seu depoimento que foi usado como base para o documentário em vídeo "TENÓRIO Jr.?" que conta a tragédia ocorrida com este músico. Vallejos, denunciado por grupos de defesa de direitos humanos foi preso logo após a entrevista. O documentário teve sua estréia no Festival de Cinema e Vídeo do Rio de Janeiro na mesma semana em que Cláudio Vallejos era expulso do Brasil após  meses de prisão, sem contudo ter sido submetido a um processo.
Em 1996 o documentário "TENÓRIO Jr.?" foi atualizado com imagens de arquivo inéditas, reeditado e apresentado pela TV Cultura de São Paulo. Atualmente existe um projeto do cineasta Espanhol Fernando Trueba, de produzir um documentário de longa metragem sobre o desaparecimento de Tenório Jr.

Luiz Bonfá



Luiz Floriano Bonfá 
Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1922 — Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 2001
Foi um cantor, violonista e compositor brasileiro.
Bonfá nasceu no dia 17 de Outubro de 1922 e morreu no ano de 2001 em Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Aprendeu sozinho, quando criança, a tocar violão. Quando completou 13 anos passou a ter aulas com o Uruguaio Isaías Sávio. Tais aulas se tornaram muitos cansativas para Bonfá, que tinha de sair de sua casa na periferia do Rio, andar uma grande porção do caminho a pé e depois pegar um bonde para Santa Teresa, onde morava o professor. Devido à extraordinária dedicação de Bonfá, Isaías não lhe cobrava as aulas.
Um dos integrantes do primeiro grupo de músicos da bossa nova, compositor de clássicos como "Manhã de Carnaval" e "Samba do Orfeu" (ambas com Antônio Maria), Bonfá começou a tocar violão de ouvido, na infância, no Rio. Aos 12 anos passou a ter aulas de violão clássico com o uruguaio Isaias Savio. Na década de 1940 tocou na Rádio Nacional, ao lado de Garoto. Participou de alguns conjuntos, como o Quitandinha Serenaders, até começar a carreira solo, como violonista. Teve atuação destacada como compositor, e seus primeiros sucessos foram gravados por Dick Farney, em 1953. A peça "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes, foi um marco em sua carreira. Tocou violão na gravação do disco da peça em 1956 e, três anos depois, compôs algumas das faixas que compunham a trilha sonora do filme de Marcel Camus ("Orfeu do Carnaval") inspirado na peça. Participou do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall em Nova Iorque, 1962, sempre respeitado como compositor refinado e exímio violonista. Uma de suas características é tocar fazendo amplo uso do recurso das cordas soltas, o que confere uma sonoridade ampla e grandiosa. Gravou diversos discos nos EUA que não foram lançados no Brasil. Voltou a gravar no Brasil no fim dos anos 1980 e anos 1990, lançando discos bem-sucedidos também nos Estados Unidos. "Almost In Love", composição de Bonfá, foi a única música brasileira gravada por Elvis Presley. Frank Sinatra, Sarah Vaughan, George Benson, Tony Bennett, Julio Iglesias, Diana Krall e Luciano Pavarotti são outros intérpretes que já cantaram músicas de Bonfá. Outros sucessos são "De Cigarro em Cigarro", "Correnteza" (em parceria com Tom Jobim), "The Gentle Rain", "Menina Flor", "Mania de Maria" e "Sem Esse Céu".
 

terça-feira, 18 de março de 2014

Laurindo Almeida



Laurindo Almeida
Laurindo José de Araújo Almeida Nóbrega Neto (Miracatu, 2 de setembro de 1917 — Los Angeles, 26 de julho de 1995) foi um violonista brasileiro.
O violonista e compositor Laurindo Almeida nasceu na pequena cidade litorânea "Prainha", hoje Miracatu, no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. Vinha de uma família grande e com formação musical: seu pai, ferroviário, era um apaixonado seresteiro e sua mãe, de cujos 15 filhos morreram oito, era uma pianista amadora. Iniciou-se com as primeiras noções musicais de sua mãe e aprendendo a tocar o violão com sua irmã Maria. Em 1935, já habilidoso, mudou-se para Santos e, depois, para o Rio. Sozinho e sem dinheiro, chegou a dormir em banco de praça, tendo passado semanas à base de café com leite e pão e manteiga.
Começou sua carreira em 1936 tocando a bordo de um navio de cruzeiro e, no final dos anos 30, foi trabalhar na Rádio Mayrink Veiga, levado pelo radialista César Ladeira, tendo inclusive formado um duo com o lendário Garoto e atuado ao lado de artistas como Heitor Villa-Lobos, Radamés Gnattali, e Pixinguinha. Em 1947 fez parte da orquestra de Carmen Miranda.
A partir de 1950, estabeleceu-se em Los Angeles e passou ser um requisitado músico de estúdio e tornando-se conhecido como violonista da orquestra de Stan Kenton, gravando muitos discos.
Talvez como nenhum outro artista, Laurindo contribuiu para a difusão sistemática da bossa nova nos EUA. Comenta-se mesmo que suas gravações de 1953 com o saxofonista Bud Shank antecipam em vários anos, do ponto de vista musical, o aparecimento da bossa nova.
Nos anos 1963-1964, Laurindo participou do Modern Jazz Quartet. Ele ganhou seis Prêmios Grammy, além de uma série de outros prêmios da indústria fonográfica e cinematográfica, e compôs e fez arranjos para 800 produções, incluindo filmes dos grandes estúdios de Hollywood. Ele toca bandolim em O Poderoso Chefão, de 1972, e alaúde em Os Dez Mandamentos, de 1956, tendo sua última participação em filmes em Os Imperdoáveis, dirigido por Clint Eastwood, de 1992. Também fez arranjos para a série Bonanza e Além da Imaginação.
 

Casé



José Ferreira Godinho Filho, O Casé
 * 03/08/1932 Guaxupé, MG, Brasil.
 † 1978
Casé nasceu numa família cercada de música. O pai era líder de uma banda, e seu irmão Clóvis Eli, 3 anos mais velho, também se dedicou ao saxofone. Aos 10 anos, Casé já tocava bateria com o pai. Dois anos depois, passou para o saxofone e chegou a estudar clarinete.
Com 13 anos, era primeiro saxofonista da Orquestra da Rádio Tupi, em São Paulo, na qual permaneceu entre 1946 e 1950, e iniciou estudos instrumentação com o clarinetista da orquestra, Antenor Driussi.
Totalmente dedicado à música, tocando num conjunto de rádio durante o dia e na orquestra do irmão durante a noite, aprendeu harmonia durante dois anos com Hans Joachim Koellreutter
Casé foi, antes e acima de tudo, um jazzista. Suas referências – principalmente Paul Desmond, Lee Konitz e Jackie MacLean, seu estilo e sua motivação estiveram sempre no jazz. Tocava sax tenor e sax alto, "bem melhor [no tenor] do que no alto, que insistia em tocar, afirmando que como tenorista não chegava aos pés do irmão Clóvis Eli, morto no inicio da década de 1950
Somava a intuição do improvisador com a riqueza das melodias e o domínio do fraseado, da técnica e da teoria, que alcançara somando o talento com a disciplina. Todos os que o conheceram de perto mencionam sua incrível capacidade de dedicação ao estudo da música e do saxofone.
A passagem pelo rádio e por pequenos conjuntos assim que chegou a São Paulo pode ser considerada como o período de profissionalização de Casé.
Em 1953, já músico feito, foi à Europa onde recebeu convite para se integrar a uma banda de jazz, mas recusou.
Em 1956, um marco em sua carreira: fez teste para integrar uma banda; Dick Farney organizou um quarteto de jazz formado por ele próprio ao piano, ao lado de Rubinho (bateria), Xu Viana (contrabaixo) e Casé (sax-alto). O grupo excursionou por algumas cidades, tocou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e gravou um LP – o primeiro da carreira de Casé.
No ano seguinte, mais viagens. Durante um ano, Casé se apresentou em hotéis e bares dos Estados Unidos, Cuba, República Dominicana e Porto Rico e Caribe.
Nesse período, gravou o que seriam os últimos discos de sua carreira.
No início da década de 1960, montou o Casé e seu Conjunto, tendo como parceiros Adilson Godoy, Denise Dumont, Magrinho e Bill. Em paralelo, passou 3 anos como membro da orquestra de bailes de Sylvio Mazzucca, em cujos discos da época seu saxofone pode ser ouvido.
Chegou a excursionar outra vez pela Europa, com o Jongo Trio, sob o patrocínio de uma empresa brasileira de moda mas, ao retornar, exilou-se por 4 anos no interior.
No retorno a São Paulo, a carreira profissional estava praticamente encerrada; ainda encontrava músicos nas jam sessions, mas seu último trabalho fixo foi com Osvaldo Sargentelli, no show Oba-Oba.

 

Garoto (Altivo Penteado)



Altivo Penteado, O Garoto
Este Garoto  não deve ser confundido com o violonista Garoto ( Anibal Augusto Sardinha ) Trata-se de Altivo Penteado, vibrafonista e pianista gaucho , também conhecido como Garoto.
Talvez com o tempo consigamos maiores informações.

Gilson Peranzzetta



Gilson José de Azeredo Peranzzetta
Rio de janeiro, 21 de abril de 1946
É um pianista, compositor, arranjador e maestro brasileiro.
Conhecido por imprimir criatividade e delicadeza a sua performance como pianista e arranjador, Gilson nasceu em uma família de músicos. Aos nove anos de idade, começou a estudar acordeon, decidindo-se, um ano depois, pelo piano.
Cursou a Escola Nacional de Música e o Conservatório Brasileiro de Música, e iniciou sua carreira profissional em 1964, acompanhando diversos artistas como Elizeth Cardoso, Maria Creuza, Antonio Carlos e Jocafi, Gonzaguinha, Simone, Gal Costa, Joanna, Edu Lobo e Ivan Lins, com quem atuou também, durante 10 anos, como arranjador, diretor musical e produtor musical.
Citado pelo maestro e produtor Quincy Jones como um dos maiores arranjadores do mundo, Gilson Peranzzetta, ao longo de sua carreira recebeu inúmeros prêmios, entre eles três Prêmios Sharp de Música como melhor arranjador, melhor compositor e melhor intérprete. Contabiliza 33 CDs solo lançados nos últimos 20 anos, - os nove últimos saíram pelo selo Marari Discos, criado por Peranzzetta em 1999 - além de centenas de cds gravados para diversos artistas como pianista, produtor e arranjador. Manhã de Carnaval, seu último disco, lançado em 2005, saiu simultaneamente no Brasil, na Argentina e na Espanha.
Compõe também trilhas sonoras para filmes e seriados de televisão. Sua música Setembro, em parceria com Ivan Lins foi incluída na trilha sonora da premiada série norte-americana Dallas e no filme Boys´n the Hood, Sorriso de Luz, na mini-série brasileira Labirinto e Ciúme, no filme Dom estrelado por Marcos Palmeira e Maria Fernanda Cândido. Peranzzetta compôs aproximadamente 150 músicas, muitas delas gravadas por artistas nacionais como Djavan, Ivan Lins,Jane Duboc,Joyce, Leila Pinheiro, Dori Caymmi, Nana Caymmi e por artistas internacionais como George Benson, Sara Vaughn, Quincy Jones, Dianne Schurr e Shirley Horn, entre outros. Apresenta-se anualmente no Japão, Estados Unidos e Espanha (onde morou por três anos). A cada dois anos grava com a WDR Big Band, da cidade de Colônia - Alemanha e com ela excursiona pela Europa atuando como maestro, arranjador e intérprete.
Para a música de concerto, Gilson compôs a suite Miragem, para orquestra sinfônica e piano, executada em primeira audição pela Jazz Sinfônica de São Paulo, em 1997 e a suite “Metamorfose”, para piano e orquestra executada em priemira audição em 2002, pela Orquestra Sinfônica Brasileira, com Peranzzetta como solista ao piano.
Para a formação piano e orquestra de cordas compôs Cantos da Vida e Valsa pra Lili. Gravou com o Rio Cello Ensemble o cd Sorrir e participou de dois discos do Quinteto Villa-Lobos como compositor e intérprete. Há dez anos desenvolve um trabalho que une o erudito ao popular ao lado de Mauro Senise (sax e flauta) e David Chew (violoncelo), registrado no cd Extra de Vários (2005).
Em janeiro de 2006 foi convidado pelo compositor Billy Blanco para orquestrar e reger a Sinfonia do Rio de Janeiro (Tom Jobim e Billy Blanco). Além da orquestração e da regência Peranzzetta compôs para a Sinfonia uma nova introdução e todas as ligações entre as canções. O resultado foi uma memorável apresentação na Sala Cecília Meirelles com a participação do Orquestra dos Sonhos, arregimentada por Paschoal Perrota e dos cantores Pery Ribeiro, Leila Pinheiro, Doris Monteiro, Zé Renato, Paulo Marquez e Elza Soares. Ainda no primeiro semestre de 2006 Peranzzetta estará lançando, pelo selo Marari dois novos cds: Valsas e Canções e Bandeira do Divino.
Atualmente Gilson Peranzzetta realiza concertos solo, com seu trio popular (com as participações de Luiz Alves – baixo e João Cortez – bateria), em duo com Mauro Senise(o duo possui três cds lançados em 18 anos de parceria), com o trio erudito (em parceria com Mauro Senise – sax e flauta e David Chew – violoncelo) e concertos como solista convidado de orquestras, além de ministrar workshops de interpretação, arranjo e composição.

Dilermando Reis



Dilermando Reis
Guaratinguetá, 22 de Setembro de 1916 – Rio de Janeiro, 2 de Janeiro de 1977
Foi um violonista e compositor do Brasil. Foi professor de música do então presidente Juscelino Kubitschek.1 . Gravou diversos discos de sucesso, sendo o chorinho o seu estilo musical. Trabalhou na Rádio Clube do Brasil e na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Shú Viana



Manuel Luis Viana , O Chú
Instrumentista. Baixista. Considerado por muitos como o maior contrabaixista brasileiro da década de 1950. Era tido como descompromissado com a carreira chegando atrasado e faltando a ensaios. Apesar do reconhecimento, sua trajetória é pouco conhecida.
Iniciou a carreira no começo dos anos 1950, foi músico atuante na noite paulista e frequentador do famoso Ponto dos Músicos, na esquina das Avenidas Ipiranga com São João, centro da capital paulista. Tocou com diferentes músicos, entre os quais, Dik Farney, Walter Wanderley e Rubinho Barsotti. Entre outros grupos, fez parte do quinteto Os Cincopados, em sua formação original. Em 1959, integrou um trio com Dick Farney e Rubinho Barsotti que atuou no Claridge Hotel e no Farney's Bar. Em 1960, apresentou-se em temporada na boate Reverie, em São Paulo. Entre 1960 e 1962, apresentou-se, juntamente com Rubinho Barsotti e Pedrinho Mattar, no programa "Brasil 60", comandado por Bibi Ferreira, na TV Excelsior. Em 1964, passou a integrar o grupo Sambossa 5, que se apresentou no Djalmas"s, em São Paulo, acompanhando os então iniciantes Elis Regina e Sílvio César. Ainda em 1964, integrou o Hector Costita Sexteto na gravação do LP "Impacto", lançado pela Fermata. Ao que parece atuou até o final da década de 1960, quando as mudanças no mercado musical brasileiro implicaram o fim de muitas orquestras e a diminuição do espaço para os instrumentistas.
 

Geraldo Vespar



Manuel Geraldo Vespar
9/11/1937 Quixadá, CE
Foi aluno de Geraldo Amaral (teoria e solfejo), Paulo Silva (composição e orquestração), Moacir Santos (harmonia e contraponto). Estudou na Escola de Música da Universidade do Rio de Janeiro (composição e regência) e na Berklee School of Music de Boston, EUA (harmonia e instrumentação).
Iniciou sua carreira artística em 1952, acompanhando calouros da Rádio Anhangüera (Goiânia).
De 1959 a1963, atuou como guitarrista em boates.
Em 1963 e 1964, fez parte do Conjunto de Moacir Silva.
Ao longo de sua carreira, apresentou-se com as seguintes orquestras: Astor e sua Orquestra (1963 e 1964), Orquestra da TV Excelsior, regida pelo Maestro Zacarias (1964 a 1967), Orquestra do maestro Cipó, atuando como solista e arranjador (1968 a 1973) e Orquestra de Paul Mauriat, apresentando-se como solista e arranjador em turnês com a Grand Orchestre pela França, Países Baixos, Coréia, Grã-Bretanha e Japão (1973 a 1975).
Realizou sua primeira gravação em um disco de historietas infantis ao lado de Radamés Gnattalli.
Usando o pseudônimo de Delano, participou de um disco de guitarra e orquestra (Copacabana) e, como Gerard, atuou na gravação do LP "I love Paris".
Em 1964, com o nome de Geraldo Vespar, gravou "Take Five".
No ano seguinte, gravou o LP "Samba, nova geração", contemplado com o prêmio-revelação O Guarani.
Em 1966, gravou "Só vou nas quentes" e apresentou-se com o Conjunto de Peter Thomas.
No ano seguinte, atuou com o Conjunto de Chiquinho do Acordeom.
Foi responsável pela trilha sonora de "Mineirinho, vivo ou morto", filme dirigido por Aurélio Teixeira.
Na década de 1970, trabalhou com o Maestro Cipó como solista num sexteto de jazz.
Em 1974, gravou o LP "Brasil Romântico", lançado inicialmente no Japão, e viajou com Elza Soares pelo México e EUA.
Na década de 1980, continuou tocando com a Orquestra de Paul Mauriat.

Eumir Deodato



Eumir Deodato 
Rio de Janeiro, 22 de junho de 1943
É um pianista, arranjador e produtor musical brasileiro. Participou do movimento bossa nova e da efervescência do samba jazz no início da década de 1960, estabelecendo-se como requisitado arranjador, ao lado de nomes consagrados como Radamés Gnattali e Moacir Santos. Após breve carreira como líder de conjunto no Brasil, radica-se nos Estados Unidos da América onde, afiliando-se à gravadora CTI Records, trabalha com diversos nomes de relevo da música mundial, como Aretha Franklin, Wes Montgomery e Frank Sinatra. Na década seguinte, conseguiu gravar e lançar seus discos solo internacionalmente, obtendo sucesso também como intérprete, com uma versão da introdução do poema sinfônico Also sprach Zarathustra, de Richard Strauss. Trabalhou em quase 500 discos, escreveu trilha sonora para vários filmes e recebeu diversos prêmios, entre eles 16 discos de platina e um Grammy, sendo considerado "uma personalidade internacional no mercado norte-americano de música".
Deodato iniciou sua carreira apresentando-se ao lado de Roberto Menescal e Durval Ferreira, em 1959, no auge da bossa nova. No começo da década de 1960 começou a se estabelecer como arranjador, mesmo sendo muito jovem fez arranjos para o álbum de estréia de Marcos Valle e para três discos de Wilson Simonal, incluindo o elogiado A Nova Dimensão do Samba, que contém a versão do cantor carioca para Nanã do maestro Moacir Santos, considerado pela revista Playboy como um dos 50 melhores discos brasileiros de todos os tempos. Em 1964, lança, pela gravadora Forma, Inútil Paisagem, clássico do samba jazz, onde interpreta apenas canções de Tom Jobim podendo ser sentida a influência de Gil Evans nos arranjos e um uso inventivo da orquestração, bem como a criatividade na escolha dos timbres.
Em seguida, reuniu vários nomes famosos do samba jazz, como Geraldo Vespar, Wilson das Neves, Dom Um Romão e Ivan Conti (o baterista Mamão), para formar o supergrupo Os Catedráticos que lançaram três discos em 1964 e 1965. Continuou trabalhando como arranjador e produtor de álbuns como Balanço Zona Sul e outros Sucessos, de Tito Madi8 e, também, como selecionador prévio do Festival Internacional da Canção, sendo considerado um dos responsáveis pelo lançamento do compositor Milton Nascimento ao selecionar músicas suas para o festival1 e ao arranjar seu disco de estréia, Travessia.
Em 1967, mudou-se para Nova Iorque a convite de Luiz Bonfá para escrever arranjos para discos seus e Eumir estabelece-se como arranjador e produtor musical na gravadora CTI Records, vindo a trabalhar nos discos de Tom Jobim, Walter Wanderley, Paul Desmond, Aretha Franklin, Frank Sinatra, Tony Bennett, Roberta Flack (escrevendo o arranjo de Killing Me Softly with His Song2 ), Wes Montgomery e Ray Bryant, entre outros. Em 1969, grava com João Donato o álbum Donato Deodato no qual conduz e faz arranjos para o conjunto do pianista brasileiro radicado nos Estados Unidos da América. Em 1972, grava, no Brasil, o disco Percepção, lançado pela EMI-Odeon e, em setembro do mesmo ano, recebe a chance de gravar seu primeiro álbum solo fora do Brasil e o resultado é Prelude, lançado pela CTI Records em fevereiro de 1973. O álbum surpreendeu a todos com uma versão jazzística e suingada da introdução de Also sprach Zarathustra, do compositor de música clássica Richard Strauss durante o ano de 1973.9 3 A canção, um poema sinfônico que havia tornado-se famoso ao ser largamente utilizada por Stanley Kubrick no seu filme de 1969, 2001: A Space Odyssey, atingiu o segundo lugar na parada de sucessos norte-americana e foi a 7ª mais ouvida no Reino Unido. Com isso, o álbum acabou vendendo 5 milhões de cópias, ficando em terceiro lugar na parada de sucessos de álbuns da Billboard,e Deodato ganhou o Grammy de melhor performance instrumental de música pop no ano de 1974.
Nos anos seguintes, gravou com bastante frequência, pela CTI Records, MCA Records, Chantecler e WEA, destacando-se sua parceria com Airto Moreira, em 1974, bem como dedicou-se, também, ao trabalho como produtor e arranjador, destacando-se sua parceria com a banda Kool & the Gang, entre 1979 e 1983.13 Na década de 1980, continuou atuando como arranjador e produtor, diminuindo o ritmo das gravações. Participou da produção de vários filmes de Hollywood escrevendo ou participando da trilha sonora, como Being There e Os Caça-fantasmas II.1 Nos anos 1990, destaca-se o seu trabalho com a cantora islandesa Björk, assinando os arranjos dos discos Post, Telegram e Homogenic. Na década de 2000, continuou gravando, embora esparsamente, e tocando com seu trio, destacando-se, neste período, a trilha sonora que fez para o filme de Bruno Barreto, Bossa Nova, em 2000.
 

Kuntz


Kuntz Adalberto Naegele, O Kuntz
Kuntz Naegelle, sax e líder de os Copacabana nos anos 50, e em 65 também gravando no Sabadabada com Erlon Chaves
Fez parte do sambossa 5 juntamente com o pianista Luis Mello, nada tambem de informação na internet sobre Kuntz, sabe se que era filho do Maestro Joaquim Naegele que tinha tres filhos musicos o Kuntz (Clarineta e Sax), Dalgio (Trombone) e Wagner (Trompete). Estes integraram a orquestra “OS COPACABANA”. Kuntz, porém, fez parte, também, da Orquestra do Mestre Severino Araújo, no Rio de Janeiro, tendo, ainda, sido regente da Banda Campesina Friburguense entre os anos de 1938 a 1942.

 

domingo, 16 de março de 2014

Mathias Mattos



Mathias Mattos
Contrabaixista, Musico muito atuante no final dos anos 50 e anos 60
Sabe se que foi um dos grandes contrabaixistas do Brasil, necessito maiores dados sobre este musico e tambem fotos, espero que o leitor possa contribuir caso tenha alguma informação

 

Luiz Americano



Luiz Americano Rego
 27/2/1900 Aracaju, SE
 29/3/1960 Rio de Janeiro, RJ
Clarinetista. Saxofonista. Compositor.
Seu pai, Jorge Americano, era mestre de banda na cidade de Aracaju. Com o pai começou a estudar música com 13 anos de idade. Em 1918 foi servir ao Exército e entrou para a Banda de seu quartel. Pouco depois foi tranferido para Maceió e passou a servir no 20º Batalhão de Caçadores. Em 1921 foi transferido para o 3º Regimento de Infantaria no Rio de Janeiro. Por ocasião de seu falecimento em 1960, assim noticiou o jornal O Globo: "Luiz Americano do Rego, veterano músico popular, compositor de muitos sucessos, foi enterrado ontem no Catumbi. Morrera pela manhã, às 8h50m, no Hospital dos Radialistas, onde estivera internado durante dois meses. Contava 60 anos de idade e desde os 13 se dedicava ao saxofone e à clarineta. O seu último disco - "Por que choras, saxofone?" -, gravou-o há seis meses, quando já estava bem doente. Os diagnósticos não chegaram a apontar com segurança a moléstia que o fez sucumbir, embora a opinião dos médicos que o assistiram se inclinasse pela cirrose."
Depois que saiu do Exército, passou a atuar como instrumentista em diferentes orquestras. Integrou as orquestras de Justo Nieto, Raul Lipoff,  Simon Bountman e Romeu Silva. No início da década de 1920, participou do acompanhamento instrumental de algumas gravações realizadas na Odeon. Em 1923,  gravou um disco não comercial, um registro particular feito para Andreosi,  regente  italiano  que desejava levar para seu país um disco brasileiro.  Em 1927, gravou seu primeiro disco na Odeon interpretando ao saxofone, de sua autoria, a valsa "Leda" e o choro "Sentimento". No mesmo ano, gravou de Freire Jr. o maxixe "Desordeiro". Em 1928, foi para a Argentina atuando por três meses na orquestra do baterista norte-americano Gordon Stretton. Trabalhou depois com a orquestra do argentino Adolfo Carabelli. Atuou com Pixinguinha, Donga, Bonfíglio de Oliveira e João da Bahiana no Cabaré Assírio. Em 1929, gravou, de sua autoria, ao clarinete, o choro "Dindinha" e, ao saxofone, o choro "Lisses". Regressou ao Rio de Janeiro em 1930, quando formou um conjunto de dança denominado "American Jazz", que durou dois anos.  Em 1931, gravou na RCA Victor, de sua autoria, o choro "Numa serenata" e a valsa "Lágrimas de virgem", que foi um dos destaques do ano. Em 1932, passou a integrar o Grupo da Velha Guarda atuando ao lado de Pixinguinha, Donga, entre outros. No mesmo ano, gravou no saxofone o choro "Eu te quero bem" e no clarinete, a valsa "Melodia de um olhar", ambos de sua autoria. Durante esta época, realizou gravações para a Odeon mostrando um repertório próprio no qual se destacam  o choro "É do que há"  e a valsa "Lágrimas de virgem",  composições que estão entre os maiores sucessos do clarinetista como compositor. Esta última rendeu-lhe em direitos autorais o suficiente para comprar a casa em que residiu no bairro de Brás de Pina.  Em 1933, Sérgio Brito colocou letra na valsa "Ao luar", que foi gravada na Odeon pelo cantor Castro Barbosa. Em 1934, gravou de sua autoria o choro "Luiz Americano de passagem pela Arábia" e a valsa "Léa". No mesmo ano, gravou do maestro Radamés Gnattali o choro "Serenata do Joá" e a valsa "Vilma". No ano seguinte, gravou de Vicente Paiva o choro "Saxofone etc..." e a valsa "Marina". Em 1937,  integrou o Trio Carioca com Radamés Gnattali ao piano e Luciano Perrone na bateria,  numa inusitada experiência musical para a época. A idéia do grupo surgiu de mister Evans, diretor da gravadora RCA Victor, inspirado no sucesso mundial do trio de Benny Goodman (clarinete), Gene Krupa (bateria) e Teddy Wilson (piano).  O Trio Carioca gravou apenas um disco com os choros "Cabuloso" e "Recordando", de Radamés Gnattali. No mesmo ano gravou de Luperce Miranda o choro "Alma do norte" e participou como instrumentista da gravação da marcha "Mamãe eu quero", de Jararaca e Vicente Paiva. Gravou também com o Trio de Saxofones que criou, a valsa "Irmã branca", de Lauro Paiva e o choro "Eu te quero bem", de sua autoria.  Em 1938, gravou de sua autoria a rumba "Meu Brasil" e o choro "O pandeiro do João da Bahiana", uma homenagem ao pandeirista pioneiro do samba carioca e, de Vicente Paiva, a valsa "Como é bom viver" e o choro "Um chorinho na Urca". No ano seguinte, registrou, de Laurindo de Almeida, a valsa "Uma lembrança, uma saudade" e o choro "Pensando em você". Em 1940, fez parte do grupo de músicos escolhidos por Pixinguinha, a pedido de Heitor Villa-Lobos, para realizar gravações para o maestro Leopold Stokowski que visitava o Brasil.  No mesmo ano gravou ao saxofone a valsa "Vertigem", de Donga. Em 1944, acompanhou com seu conjunto a cantora Aracy de Almeida na gravação dos sambas "O galo onde canta janta", de Roberto Cunha e Isidoro de Freitas, e "Na parede da igrejinha", de Ary Barroso. No ano seguinte, também com seu conjunto, acompanhou a mesma Aracy de Almeida na gravação dos sambas "Ele disse adeus", de Marino Pinto e Claudionor Cruz, e "João Cegonha", de Rubens Soares e David Nasser. Em 1948, gravou na Continental, de sua autoria, o choro fandango "A clarineta do Garapa" e o choro polca "Um baile na Covanca", interpretados ao clarinete. No ano seguinte gravou com Raul de Barros e sua orquestra, de sua autoria, os choros  "Estes são outros quinhentos" e "Não está com tudo". Atuando durante décadas na radiofonia como clerinetista e nos estúdios de gravação em 1951 organizou uma bandinha e com ela gravou de sua autoria a polca "Tô achando graça" e a valsa "Saudade de Vila Mariana".  Em 1953, foi contratado pela gravadora Todamérica onde estreou com os choros "Saxofone, por que choras?", de Ratinho, e "É do que há", de sua autoria, e as valsas "Aurora", de Zequinha de Abreu, e "Lágrimas de virgem", de sua autoria.  Exerceu intensa atividade artística entre as décadas de 1930 e 1940, tornando-se  destacado clarinetista e saxofonista de choro.  Fez sucesso como compositor e solista gravando com os mais prestigiados cantores da época. Atuou no teatro musicado e em dancings e participou  como músico de estúdio das Orquestras da Rádio Mayrink Veiga  ( entre os anos 1930-1950) e da Rádio Nacional  (anos 1950-1960). Nos anos 1950, suas últimas gravações já não apresentavam o brilho e a técnica que caracterizaram suas execuções em épocas anteriores.  Ainda assim, tendo sido um dos mais atuantes  músicos  de estúdio, deixou  inúmeras e brilhantes  participações  em gravações como o solo que fez na introdução do fox "Renúncia",  sucesso  que projetou o cantor Nélson Gonçalves, em 1942. Lançou pela RCA Victor os LPs "Chora saxofone" e "Luiz Americano e seu conjunto". Em 1954, Ary Barroso em entrevista para a "Revista da música popular" o citou como um dos mais importantes músicos da música popular brasileira. No começo dos anos 1960, a RCA lhe prestou homenagem editando elepê pelo selo CAMDEN com seus maiores sucessos. Em 1970, seu choro "É do que há", foi gravado por Netinho do clarinete e seu conjunto, no LP "Clarinetinho nº 2 - Netinho e seu conjunto", do selo Fontana/Philips.  Em 2001, foi homenageado pelo selo Intercdrecords com o CD "Luiz Americano - Saxofone, por que choras? No qual aparecem 14 interpretações suas, entre as quais "Saxofone, por que choras?", de Ratinho; "Aurora", de Zequinha de Abreu e Ruy Borba; "Lágrimas de virgem" e "É do que há", de sua autoria e "Macumbeiro", dos Irmãos Orlando, além de "Minha lágrima", "Sorriso de cristal" e "A dança do calango", de Érica Rego.

Erlon Chaves



Erlon Chaves 
São Paulo, 9 de dezembro de 1933 — 14 de novembro de 1974
Foi um maestro, arranjador, pianista e cantor brasileiro.
Iniciou sua carreira de cantor apresentando-se em um programa infantil da rádio Difusora de São Paulo, cantando, quando era muito menino. Foi ator mirim no filme Quase no céu. Começou seus estudos de música no Conservatório Musical Carlos Gomes, se formando em piano no ano de 1950. Estudou canto e harmonia, sendo orientado pelos maestros Luís Arruda Paes, Renato de Oliveira e Rafael Pugliese.
Com a versão do calipso Matilda de Harry Belafonte, fez sucesso no final dos anos 1950.
Trabalhou na TV Excelsior - canal 9, de São Paulo. Em 1965, foi para o Rio de Janeiro, indo para a TV Tupi - Canal 6 e a TV Rio - canal 13. Foi diretor musical da TV Rio, sendo um dos responsáveis e autor do Hino do Fic, música de abertura do Festival Internacional da Canção, em 1966. Em 1968 acompanhou a cantora Elis Regina, que iria se apresentar no Olympia, de Paris.
Em 1970, durante o V Fic, transmitido pela TV Globo, regeu um coral de quarenta vozes, que mais tarde passou a chamar-se Banda Veneno, que acompanhou Jorge Ben ou Jorge Ben Jor. Cantou a canção Eu também quero mocotó, que estava fazendo sucesso; e foi acusado de assédio moral após uma cena em que é beijado por diversas loiras em apresentação na etapa internacional. Foi acusado pela ditadura militar brasileira. Neste festival estava presente o presidente da república, general Emílio Garrastazu Médici.
A imagem do povo brasileiro feliz seria veiculada para o mundo, em cores para a Europa e Estados Unidos da América. A ditadura militar brasileira não deixa dúvida, queria manter música e o espetáculo deste festival em prol da imagem que deveria ser painel para o mundo. Nesta época, Erlon Chaves estava namorando a então Miss Brasil de 1969, Vera Fischer.
Erlon Chaves faleceu de infarto fulminante quando discutia (dizem que defendia) com um grupo de forma emocionada a polêmica em torno dos acontecimentos com o Wilson Simonal, aos 40 anos.

Rogério Guimarães



Rogério Guimarães
Rogério Pinheiro Guimarães (Campinas, 8 de junho de 1900 — Niterói, 23 de junho de 1980) foi um compositor e violonista brasileiro.
Estudou no Colégio Militar e até ingressou na Escola de Guerra, sem, contudo, concluir o curso. Começou a tocar violão aos quinze anos de idade. Como sua família possuía importantes contatos sociais, logo esteve se apresentando em festas em que compareciam poetas e cantores líricos.
Em 1927, fez suas primeiras gravações na Odeon, acompanhando o também estreante Gastão Formenti nas canções Anoitecer (motivo popular), Cabocla Apaixonada (Marcelo Tupinambá), Canarinho e Rolinha (ambas de Joubert de Carvalho). No mesmo ano, acompanhou Patrício Teixeira em quatro discos. Em 1928, teve sua primeira composição lançada em disco — Malabá, embolada, por Francisco Alves — e fez suas primeiras gravações como solista com Prelúdio de Violão e o tango Atlântico, de sua autoria. Depois, acompanhou Francisco Alves na gravação de cinco composições suas: a valsa Sílvia, o choro Araca, a marcha Cinco de Julho, o foxtrote Uma Noite na Urca, o tango Saudades e a valsa Ao Luar. Acompanhou também Gastão Formenti na gravação da clássica Sussuarana (Hekel Tavares e Luiz Peixoto)
Em 1929, a gravadora Victor, que iniciava suas atividades no Brasil, o convidou para ser seu diretor artístico. Foi seu o primeiro disco lançado pela gravadora no Brasil, com as toadas Saudades do Sertão e Solidão. Como diretor artístico da Victor, promoveu artistas como Carmen Miranda, Floriano Belham e Dircinha Batista.
Em 1935, passou a atuar na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde trabalhou até meados dos anos 50, quando abandonou a carreira musical. Ao todo, gravou treze discos como solista, tendo participado de vários outros, como acompanhante.