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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Juarez Araújo




Juarez Assiz Araújo, O Juarez
 7/10/1930 Surubim, PE
 5/10/2003 Rio de Janeiro, RJ
Saxofonista. Clarinetista.

Iniciou-se na música tocando requinta numa banda em Jaboatão, PE. Quando serviu o Exército, passou a tocar saxofone soprano. Ao dar baixa, ingressou na orquestra da Rádio Poti de Natal, RN, profissionalizando-se. Faleceu de câncer dois dias antes de completar 72 anos de idade e na véspera do show em sua homenagem programado pelo músico Carlos Monte para acontecer no Bar Antonino, zona sul do Rio de Janeiro.
Atuou na orquestra da Rádio Poti de Natal até o início dos anos 1950, época em que transferiu-se para a Rádio Jornal do Comércio de Recife, PE, onde tocou até 1954. Neste ano, partiu para São Paulo, onde ingressou na orquestra de Clóvis Elly. Nessa época, atuou também com Sílvio Mazzuca na Rádio Bandeirantes de São Paulo e na Rádio Nacional paulista. Em 1956 foi para o Rio de Janeiro para  integrar a orquestra de Osvaldo Borba. No início dos anos 1960, inaugurou o III Festival Sul-Americano de Jazz realizado em Punta del Este, Uruguai. Na mesma época, lançou seu primeiro LP intitulado "Juarez - Sua excelência o sax", pela Carroussel. Ainda nos anos 1960, atuou como clarinetista da orquestra Arco-Íris, da TV Rio carioca. Em 1962 gravou mais dois LPs: "Bossa-nova nos States" e "O inimitável Juarez", ambos pela Masterplay. Em 1963, participou com seu grupo do IV Festival Internacional de Jazz latino-Americano, em Mar del Plata, Argentina. No mesmo ano gravou mais dois LPs: "Masterplay goes to New york", pela Masterplay e "Bossa-nova Brasil autêntico", pela ABC-Paramount americana. A partir de 1965, exibiu-se com freqüência no "Clube de Jazz e Bossa", dirigido e apresentado por Ricardo Cravo Albin em várias casas noturnas do Rio, especialmente no Midnight do Copacabana Palace Hotel, na Boate Drink e  no Teatro Casa Grande, em Ipanema. Marcou, desde os anos 1960, presença como solista do "Brazillian Jazz Sexteto" e de seu grupo "Juarez e seu conjunto", fazendo inúmeras excursões pela Europa e pelo Oriente. Trabalhou até o início dos anos 1980 na Orquestra da Rede Globo. Em 1979, integrou a Banda Talismã tocando sopros no LP "Gal tropical" lançado pela cantora Gal Costa pela Philips. Em 1980, fez o solo de sax na música "É luxo só" no LP "Aquarela do Brasil" que a cantora Gal Costa lançou homenageando o compositor Ary Barroso. Nesse disco, tocou sax tenor nas faixas "Camisa amarela"; "Inquietação"; "Novo amor" e "Aquarela do Brasil", todas de Ary Barroso. Nos anos 1990, integrou a banda que acompanhou Roberto Carlos em seus shows pelo Brasil, especialmente os estrelados no Canecão do Rio. Em agosto de 2002, passou a ser o saxofonista/clarinetista do show "Estão voltando as flores", substitutindo o maestro Helcio Brenha, com as Cantoras do Rádio, espetáculo de Ricardo Cravo Albin que correu o país. Ao longo de mais de 50 anos de carreira, atuou com Elizeth Cardoso, Gal Costa, João Gilberto, Toninho Horta, Maria Bethânia, Elba Ramalho e outros. Fez suas últimas gravações com o grupo Rabo de Lagartixa, Roberto Marques e Ithamara Koorax. Foi considerado um dos cinco maiores saxofonistas do mundo.

 

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